Como reduzir os gastos com tratamento de varizes pelo sistema público de saúde?

No Brasil, as varizes atingem uma parcela significativa da população idosa. Além do desconforto estético, podem provocar dor, inchaço, sensação de peso nas pernas e até complicações como úlceras. Diante dos altos valores cobrados na rede privada, muitos acabam adiando o cuidado médico. Entretanto, o **Sistema Único de Saúde (SUS)** disponibiliza diagnóstico, acompanhamento e procedimentos para varizes, permitindo acesso ao tratamento com custo reduzido ou sem cobrança direta ao paciente, conforme indicação médica.

Como reduzir os gastos com tratamento de varizes pelo sistema público de saúde?

Reduzir os gastos com tratamento de varizes é uma preocupação comum, sobretudo entre pessoas que já sentem dor, cansaço nas pernas ou têm histórico familiar da doença. No contexto brasileiro, conhecer o funcionamento do sistema público de saúde e saber como acessar os serviços disponíveis é essencial para evitar despesas desnecessárias e ainda assim receber atendimento adequado.

O que caracteriza o sistema público de saúde no Brasil?

O sistema público brasileiro é organizado em torno do Sistema Único de Saúde (SUS), que oferece atendimento gratuito no ponto de uso, desde a atenção básica até procedimentos de maior complexidade. A base do SUS está nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), também conhecidas como postos de saúde, onde o usuário faz o primeiro contato, recebe avaliação clínica inicial e, quando necessário, é encaminhado para especialistas, exames e cirurgias. Para tratamentos como o de varizes, esse caminho começa na UBS com o clínico geral ou médico da família.

Além da gratuidade direta, o SUS é estruturado por níveis de atenção e por meio de referências e contrarreferências. Isso significa que, para chegar a um cirurgião vascular ou a um exame mais específico, geralmente é preciso passar por etapas: consulta inicial, pedido de exame, análise do resultado e, só então, indicação de eventual cirurgia. Embora isso possa aumentar o tempo de espera, essa organização ajuda a priorizar casos mais graves e a evitar procedimentos desnecessários, o que, na prática, também reduz custos globais para o sistema e para o paciente.

Como o SUS ajuda a diminuir custos no tratamento de varizes?

O principal ponto é que consultas, exames e cirurgias realizados pelo SUS não geram cobrança direta ao paciente; os custos são cobertos por impostos e repasses governamentais. Em vez de pagar consulta particular com cirurgião vascular, ultrassom com Doppler e eventual cirurgia de varizes, a pessoa utiliza a rede pública, o que diminui drasticamente os gastos do próprio bolso. Em cidades onde a rede é mais estruturada, é possível seguir todo o fluxo — da avaliação inicial à cirurgia — sem pagamento direto pelo atendimento.

Outro fator importante é a oferta de tratamentos clínicos, como meias de compressão prescritas, orientações de mudança de estilo de vida, controle de doenças associadas (como obesidade e hipertensão) e, em alguns lugares, acesso a grupos de caminhada ou fisioterapia. Mesmo quando o SUS não fornece todos os itens (como certas marcas de meias elásticas), o acompanhamento adequado pode evitar a progressão da doença e adiar, ou até dispensar, procedimentos cirúrgicos mais caros, tanto para o sistema quanto para o paciente.

Como idosos podem acessar o tratamento de varizes pelo SUS?

Idosos costumam ser mais acometidos por varizes e, ao mesmo tempo, têm maior dependência de renda fixa, como aposentadorias, o que torna a redução de gastos ainda mais relevante. Para esse público, o caminho também começa pela Unidade Básica de Saúde. É importante manter o cadastro atualizado na unidade de referência do bairro, levar documentos pessoais, cartão do SUS e, se possível, relatórios de atendimentos anteriores. O médico da família avaliará sintomas como dor, sensação de peso nas pernas, inchaço, escurecimento da pele ou feridas, e pode encaminhar para angiologista ou cirurgião vascular da rede.

Alguns municípios oferecem protocolos específicos para idosos, com prioridade em filas para exames e cirurgias quando há risco maior de complicações, como úlceras venosas (feridas nas pernas). Idosos com dificuldade de locomoção podem informar essa condição na UBS, pois alguns serviços conseguem organizar transporte sanitário ou atendimento domiciliar em situações específicas. Quanto mais cedo o idoso procurar ajuda, maior a chance de manejar o problema com medidas clínicas simples, reduzindo a necessidade de intervenções de alto custo.

Pontos de atenção importantes nos gastos e acesso

Mesmo com a gratuidade do SUS, há pontos de atenção que ajudam a evitar gastos extras: guardar todos os encaminhamentos e resultados de exames para não precisar repetir procedimentos; comparecer às consultas agendadas para não perder a vaga; informar mudanças de endereço ou telefone na UBS para facilitar o contato; e, quando possível, organizar-se para chegar com antecedência às filas. Em algumas localidades, há mutirões de cirurgias de varizes, geralmente divulgados pelos próprios serviços de saúde ou meios de comunicação locais, o que pode reduzir o tempo de espera.

Quando falamos em custos, a diferença entre usar apenas a rede pública e recorrer ao setor privado é grande. Abaixo, alguns exemplos aproximados de valores praticados em grandes centros urbanos, apenas para referência, já que podem variar conforme cidade, hospital, gravidade do caso e se há necessidade de internação mais longa:


Procedimento/Serviço Prestador Estimativa de custo para o paciente
Consulta com cirurgião vascular Clínicas e consultórios privados em capitais R$ 200 a R$ 600 por consulta
Ultrassom Doppler venoso de membros inferiores Laboratórios de imagem privados R$ 200 a R$ 500 por exame
Cirurgia convencional de varizes (hospital dia) Hospitais privados (ex.: redes privadas regionais) R$ 3.000 a R$ 10.000 ou mais
Tratamento endovenoso a laser ou radiofrequência Clínicas especializadas em varizes em grandes centros R$ 5.000 a R$ 15.000 ou mais
Mesmos procedimentos realizados pela rede pública SUS Hospitais e ambulatórios públicos credenciados ao SUS Gratuito no ponto de uso

Preços, taxas ou estimativas de custo mencionados neste artigo são baseados nas informações mais recentes disponíveis, mas podem mudar ao longo do tempo. Recomenda-se pesquisa independente antes de tomar decisões financeiras.

Além desses valores, é comum que, no setor privado, existam gastos extras com transporte, medicamentos, diárias de acompanhante e eventuais retornos não cobertos por planos de saúde com coparticipação. Já na rede pública, apesar da economia direta, o principal “custo” costuma ser o tempo de espera. Por isso, quem tem flexibilidade de agenda e consegue manter acompanhamento regular na UBS tende a se beneficiar mais, tanto na parte clínica quanto na possibilidade de acesso a cirurgias quando realmente necessárias.

Este artigo tem caráter informativo e não deve ser considerado aconselhamento médico. Procure um profissional de saúde qualificado para orientações e tratamento personalizados.

No contexto brasileiro, reduzir gastos com tratamento de varizes passa por conhecer bem o SUS, usar de forma organizada a atenção básica, aproveitar encaminhamentos para especialistas e manter a documentação sempre em mãos. Para idosos, a prioridade é buscar ajuda cedo e informar suas limitações, garantindo um cuidado mais seguro. Apesar das filas e limitações da rede pública, o sistema pode representar uma diferença significativa na economia familiar, sobretudo quando comparado aos custos do atendimento totalmente privado, desde que seja utilizado de forma planejada e contínua.